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quinta-feira, 31 de outubro de 2013

APG/GNR repudia eventual encerramento do Posto de Serpa



A Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR) repudiou hoje o eventual encerramento do Posto de Serpa da GNR, considerando que poderá provocar "consequências nefastas" na segurança pública do concelho e na vida dos militares afetados.

Encerrar o posto de Serpa da GNR e "deixar o policiamento" da cidade "a cargo de postos a cerca de 30 quilómetros de distância é não ter em consideração a importância da segurança pública do concelho e desrespeitar os contribuintes e os profissionais, que serão impositivamente transferidos para postos limítrofes", refere a APG/GNR.

Num comunicado enviado à agência Lusa, a APG/GNR demonstra "perplexidade" com o eventual encerramento do Posto de Serpa da GNR e exige que o Ministério da Administração Interna "assuma as suas responsabilidades" e "reequacione as suas intenções".

Segundo a APG/GNR, trata-se de um posto "sem o mínimo de condições de funcionamento e habitabilidade" e "um caso de saúde pública", que a associação já denunciou à Direção Geral de Saúde.

"Perante as deficientes condições do posto", como a existência de ratazanas e rastejantes nas instalações, foi interditado o uso da caserna, para pernoita, e da cozinha, para confeção de refeições, "mantendo-se o atendimento ao público, ao invés de se ter encontrado uma solução alternativa urgente de deslocalização do posto dentro do concelho", lamenta a APG/GNR.

Por outro lado, a Câmara de Serpa disponibilizou, inicialmente, um terreno para construção de um novo posto e, depois, o edifício de uma escola desativada para a deslocação do posto, refere a associação.

No entanto, lamenta a APG/GNR, o Ministério da Administração Interna, "ao invés de assumir a sua responsabilidade na construção de um novo posto ou nas obras de adaptação das instalações disponibilizadas pela autarquia, decidiu não fazê-lo".

O deputado do PCP eleito pelo distrito de Beja, João Ramos, já se pronunciou sobre o assunto, considerando "inadmissível" o Ministério da Administração Interna estar a tratar da transferência do efetivo e do eventual encerramento devido às "deficientes condições" do posto "depois de não ter realizado as obras de manutenção necessárias" no edifício, que é da autarquia e "nem sequer paga renda" pela sua utilização.

Também é "inadmissível" que, "apesar da disponibilidade da autarquia", o ministério "não queira assumir a construção ou remodelação de instalações a serem utilizadas" pela GNR, "ainda mais quando estas questões são da responsabilidade exclusiva do poder central", refere o deputado.

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